O “tempo bom” é relativo

Não existe discurso neutro. Não importa o idioma: tudo o que alguém ou alguma instituição diz reflete sua maneira de ver o mundo, sua ideologia.

Até mesmo uma previsão do tempo. É senso comum considerar um dia ensolarado como de “tempo bom”, pois costumamos valorizar atividades de lazer ao ar livre. Quem está na praia, por exemplo, quer muito sol e nada de chuva. Mas, no campo ou numa cidade que sofre racionamento de água durante estiagens (caso de Bagé), “tempo bom” é algo muito relativo, e muitas vezes corresponde justamente à chuva, não ao sol.

E nem é preciso viver no campo ou numa cidade onde falta água em épocas de seca para relativizar o “tempo bom”. Em Porto Alegre, por exemplo: após tantos dias de calor sufocante, nada melhor do que esta sexta-feira cinzenta e de temperatura amena. Para este que vos escreve, muito sol e 40°C é o pior dos tempos, então “tempo bom” é justamente o que se teve hoje.

Quando a Lua triunfar sobre o Sol

89 dias atrás, era 23 de setembro. Início da primavera mas ainda com cara de inverno, vestíamos casacos. Parece que foi ontem.

Agora, é 21 de dezembro, começa o verão. Mas, dentro de 89 dias, será 20 de março. Parece que é amanhã. Então, o outono é logo ali, e não demorará tanto para, enfim, as noites serem mais longas e a Lua triunfar sobre o Sol.

Aliás, o que seria da poesia se não existissem as noites e a Lua?

Breve reflexão acerca de um dia nublado

Porto Alegre teve uma segunda-feira marcada pelas nuvens no céu. Em alguns momentos se tinha a impressão de que o tempo iria abrir; mas ao final da tarde parecia que viria um aguaceiro na região central, com direito a alguns pingos de chuva.

“Dia horrível”, dirá a maioria. Que nos deixa na dúvida sobre levar ou não o guarda-chuva: afinal, pode chover. Ou não. E quantas vezes o tempo “vira” enquanto estamos na rua?

O dia nublado é aquele que se veste de nuvens e se despe de certezas, fazendo o mesmo conosco. Ele sintetiza a vida, que acreditamos estar seguindo um caminho definido, mas na realidade é imprevisível – tendo como única coisa certa a sua finitude.

Feliz Nascimento da Noite Invencível

Hoje, nem dou bola para o Natal, mas acho que está na hora dos movimentos ateus serem menos mal humorados. A data é nossa. Simples assim. Por exemplo, o presidente da Atea (Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos, da qual sou sócio), Daniel Sottomaior, comemora tranquilamente e não se incomoda com a data. Ele tem uma filha de 8 anos que adora o 25 de dezembro. Diz ele: “Nossa árvore é uma árvore de referência a Isaac Newton, que nasceu nesta data e que descobriu a Lei da Gravidade. Ela tem maçãs e luzes. Os outros simbolismos – perus, renas, presentes, árvores, Roberto Carlos – , nada disso nasceu com o Natal”. E completa: “Estamos apenas retomando uma data pagã que nos foi roubada pela igreja e que foi comemorada por sete mil anos antes do século III”.

O trecho acima é de um texto do Milton Ribeiro, ateu que nem este que vos escreve. O que ele falou me fez pensar: afinal, por que torcer tanto o nariz para o Natal? Sim, sou daqueles que ficam mal humorados com a data. Afinal, não sigo nenhuma das religiões celebradas (cristianismo e consumismo), e ainda assim preciso participar da festa? Que saco!

Mas, por um outro ponto de vista, há sim um bom motivo para comemorar.

A origem do Natal não tem nada de cristã: a festa original é pagã, e tinha a ver com o solstício de inverno no hemisfério norte. Em 22 de dezembro o sol chega a seu ponto mais baixo nos céus setentrionais – ao mesmo tempo, é quando ele mais brilha no hemisfério sul. Ele passaria algo em torno de três dias assim, para depois voltar a “subir”.

Três dias, renascimento, isso lembra algo, né? Não é por acaso também que se diz que Jesus morreu na cruz: a “morte” do sol também se dava nela – no caso, se trata da constelação do Cruzeiro do Sul. Ele “morre” para, ao terceiro dia, “ressuscitar”. O terceiro dia é justamente quando se celebra o Natal: daí a festa na noite de 24 para 25 de dezembro, pois dali em diante as noites irão ficando mais curtas e os dias mais longos até 21 de junho, solstício de verão setentrional.

(Aí o leitor pesquisa um pouco mais e descobre como se define a data da Páscoa: é o primeiro domingo após a primeira lua cheia da primavera setentrional – ou seja, época também associada com “renascimento”. Coincidência, né? Sem contar que o nome original da festa, pessach em hebraico, significa “passagem”: é nessa época que o sol “passa” do hemisfério sul para o norte.)

A festa pagã era chamada de Natalis Solis Invictus, ou seja, “Nascimento do Sol Invencível”. Por isso era um símbolo de esperança, de renovação (que lembra bem mais o Ano Novo): o sol sempre vencia a noite, e em uma região onde o inverno é longo e com muita neve, a “vitória do sol” significava algo como “a vida vencer a morte”. O cristianismo, sem conseguir eliminar as celebrações pagãs, não teve outra alternativa que não a de adaptar seus mitos.

Bom, e nós aqui no hemisfério sul, fazemos o quê? Afinal, aqui é ao contrário: o sol “morre” em junho e em dezembro está no auge. O certo seria celebrar o Natal (no sentido do Natalis Solis Invictus) em junho, época das festas juninas que também têm origem pagã: comemoração pelo solstício de verão no hemisfério norte. Mas, o difícil seria convencer todo mundo a mudar a data da festa natalina…

Então, notei que tenho algo sim a celebrar em dezembro. Se as noites começam a ficar mais curtas no hemisfério norte, isso quer dizer que aqui no sul acontece o contrário. Quem me conhece sabe que não costumo me dar muito bem com o sol, e que o interminável e tórrido verão de Forno Alegre para mim é uma agonia e não uma “época de vitalidade” – ou seja, ideia associada ao inverno naqueles países onde ele é longo e gelado. Logo, o “nascimento da noite” é algo a ser comemorado, sim! (Já para os que gostam do verão, a dica é celebrarem justamente a estação, até porque sabemos que o calor infernal está recém começando.)

Mas, é claro, a melhor maneira não é com essa correria de se comprar um monte de presentes e comidas para a reunião dos familiares. Festa pagã tem de ser anárquica, sem religião e, principalmente, sem estresse. O Milton (que também odeia o verão) até já deixou no texto dele uma sugestão bem mais condizente com nosso clima, que complemento: podia todo mundo sair correndo nu pelas ruas, numa farra que nada deveria ao Carnaval.

Então, meus amigos, meu desejo é que vocês tenham um ótimo Nascimento da Noite Invencível – vamos fazer nossa parte para que o paganismo retome a data, embora sem divinizar o que é simplesmente natural, como o sol, numa comemoração adaptada às condições locais (e pessoais). O nome vai ficar assim mesmo em português até que apareça alguém que entenda bem de latim, pois a tradução que o Google me forneceu não me pareceu muito confiável*.

E em 20 de março, equinócio de outono no hemisfério sul, celebraremos a passagem do sol para o hemisfério norte. Mais uma espécie de “renascimento” para quem sempre atravessa a rua em busca da sombra.

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* “Noite” em latim se escreve nocte (pelo menos é o que o Google me diz). Mas e a festa, como ficaria? Natalis Noctis Invictas? Na falta de certeza, mantenhamos o nome oficial em português.

Os “reclamões biológicos”

Todo ano (e é todo ano mesmo), quando começa o horário de verão, ouço um monte de gente (inclusive pessoas que dizem gostar do verão) reclamar. “Que bosta de horário de verão, tenho de acordar mais cedo”, e muito mais blá blá blá.

Pior é que agora eles ganharam um argumento científico em sua cruzada contra o horário de verão. Segundo uma análise publicada em um periódico britânico de medicina, a incidência de ataques cardíacos aumenta durante a primeira semana após a mudança nos relógios. Não cheguei a ler o texto mais aprofundadamente, mas certamente o aumento do número de infartos se deve à dificuldade de adaptação do corpo ao novo horário.

(Agora, pense bem: se há um aumento de incidência de ataques cardíacos, isso quer dizer também que há muita gente não se cuidando direito. Portanto, é uma boa ideia fazer revisão cardiológica a cada setembro, para não ser pego de surpresa. Quem sofre um infarto na primeira semana do horário de verão, poderia sofrê-lo em qualquer época do ano.)

Quando à “desadaptação do relógio biológico”, é claro que acontece no começo. Domingo, estranhei muito ao constatar que tinha sol às 7 da noite. Mas é exatamente por isso que a mudança de horário sempre acontece de sábado para domingo: é o dia em que a maioria das pessoas não precisa levantar cedo. Assim, na tão amada segunda-feira, já estamos um pouco mais adaptados.

Claro que isso não diminui o ímpeto dos reclamões contra o horário de verão, que insistem em falar no “relógio biológico desregulado” (não foi por acaso que falei em “reclamões biológicos”). Quando se adianta o relógio em uma hora, o que antes era 6 da manhã passa a ser 7, e assim sucessivamente; desta forma, quem acorda às 6 e meia passa a levantar às 5 e meia pelo horário “solar” (que é 6 e meia no relógio). Isso quer dizer que perdemos uma hora de sono, certo?

Errado! Pois também passamos a ir dormir uma hora antes pelo horário “solar”. Desta forma, por exemplo, quem deita às 11 da noite e acorda às 7 da manhã (tendo assim oito horas de sono), quando começa o horário de verão passa a ir para a cama uma hora antes (10 da noite pelo “sol”, 11 pelo relógio) e a levantar também uma hora antes (6 da manhã pelo sol, 7 pelo relógio). Ou seja, dormiu as mesmas oito horas de sempre…

Ou seja, não é tão complicado assim se adaptar ao horário de verão. Se parece um pouco difícil ir deitar uma hora mais cedo do que se está acostumado, tenho uma solução simples: dormir um pouco menos de sábado para domingo (uma hora a menos, para ser mais exato). Assim, a tendência é de que sintamos sono uma hora mais cedo na noite de domingo para segunda.

E quanto à hora que “nos roubaram” no último domingo, não se preocupem, pois ela será “devolvida” em 25 de fevereiro, um sábado que terá 25 horas. Querem coisa melhor que um sábado mais longo?

Não estou com a mínima saudade do verão

A “moda” entre os gaúchos nas redes sociais (Twitter, Facebook etc.), no momento, é reclamar do frio intenso que vem atingindo o sul do Brasil nos últimos dias. Além de torcer para que o verão chegue logo.

Não tenho achado nada fácil sair do banho, levantar da cama e, principalmente, “passar um fax” com todo esse frio. E sei que tem muita gente dormindo nas ruas, quase congelando – só que, sempre gosto de lembrar, isso não é culpa do inverno.

Ainda assim, não estou com a mínima saudade do verão, que me causa um desconforto imensamente maior que o frio dos últimos dias. Banhos de suor, gasto excessivo de energia com ventilador e/ou ar condicionado (sem isso é impossível dormir), sol inclemente… Aliás, cientista que afirma ser a falta de luz solar uma causa de depressão, só pode ser vendido para a indústria do verão*, ou desprezar as exceções à regra (será que realmente são exceções?). Afinal, me sinto mais atraído pela noite (tanto que a Lua tá lá no cabeçalho do blog) do que pelo dia.

E, pior ainda, é gente incoerente. Agora, reclama do frio e pede verão, mas quando ele chega, se queixa do calor… Quem não aguenta mais o inverno, mas não reclama do verão mesmo nos dias mais tórridos, tem todo o meu respeito (apesar da minha discordância climática). Agora, para os de memória curta que torcem para o verão chegar logo mas dentro de alguns meses estarão reclamando do calor, recomendo o vídeo abaixo:

Sim, dias como 3 de fevereiro de 2010 são exceção (afinal, o Batista não desmaia em todos os jogos que comenta durante o verão). Mas essa cena é muito simbólica do que é aquela época em Forno Alegre…

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* A propaganda (enganosa) só fala em sol, mas o verão me lembra mesmo é chuvaradas, como aquelas que causaram várias tragédias no Rio de Janeiro (mas reconheço que a culpa não é do clima).

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Atualização (07/07/2011, 23:29). Domingo tem jogo do Grêmio, e deve fazer um calorão em Porto Alegre, acima de 20°C! Batista que se cuide, caso ele seja escalado para comentar a partida…

Não existe discurso sem ideologia

Causou certa repercussão a decisão do empresário Anton Karl Biedermann de deixar o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do Governo do Estado, por considerá-lo “ideologicamente comprometido”.

Não deixa de ser estranho: se Biedermann não compartilha da mesma ideologia do governo Tarso, por que foi convidado para integrar o “ideologicamente comprometido” CDES sem ter de fornecer “atestado ideológico”?  Mais: já que ele discorda do documento enviado aos integrantes do CDES que apresenta Porto Alegre como referência da luta contra o neoliberalismo (afirmação da qual discordo: Porto Alegre foi referência, não é mais), não é melhor participar e apresentar sua opinião?

A Zero Hora, claro, não podia deixar passar… E disse em seu editorial de hoje que foi “oportuno” o alerta de Biedermann, ao mesmo tempo que afirmou esperar dos integrantes do CDES que tenham discernimento para dialogar com o governo e também questionar “propostas anacrônicas”, principalmente as que refletirem “o radicalismo e o atraso denunciados pelo empresário”. (Ficou claro de que lado está a ZH, ou querem que eu desenhe?)

Não existe nenhum discurso que não reflita a maneira como seu autor (pessoa ou instituição) vê o mundo. Até mesmo uma fala considerada neutra, como a da moça da previsão do tempo na televisão: ela costuma definir um dia ensolarado como “tempo bom”, então quer dizer que há também o “ruim”, que obviamente é a chuva. Mas vá dizer isso aos moradores de Bagé, que há meses sofrem racionamento de água devido à estiagem… Para eles, no momento, “tempo bom” é justamente essa chuva que atinge o Rio Grande do Sul, mesmo que insuficiente para recuperar o nível das barragens.

Alguém pode pensar que uma previsão do tempo não é ideológica. Afinal, a palavra “ideologia” é costumeiramente associada à política partidária* e, principalmente, à esquerda (a “ideologia comunista”). Convém então explicar que ideologias são conjuntos de valores que norteiam a visão de mundo das pessoas e também de coletividades (desde um pequeno grupo, até o conjunto da sociedade). Ou seja, têm relação com a política partidária*, mas não se restringem a ela.

Obviamente que elas podem – e devem – ser contestadas. Como o próprio exemplo que citei, da previsão do tempo: dizer que um dia de sol é “tempo bom” (ou seja, aplicar um juízo de valor) é, sim, uma afirmação ideológica, já que reflete uma visão de mundo que valoriza as atividades de lazer ao ar livre, que é diferente do ponto de vista de um agricultor, que precisa de certa quantidade de chuva para não ter prejuízo. O fato de ser “senso comum” definir um dia ensolarado pela expressão “tempo bom” não a torna neutra.

Mas, óbvio, essa é a minha maneira de ver o mundo.

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* Ressalto a expressão “política partidária”, pois a política não se resume apenas a eleições e partidos. Uma simples troca de ideias já é um ato político.

Começa oficialmente mais um verão

E com isso, republico (com uma devida atualização) a lista dos motivos pelos quais prefiro o inverno ao verão, que postei pela primeira vez em julho.

  1. Odeio suar o tempo inteiro.
  2. O Sol não é meu inimigo no inverno – no verão nem adianta me encher de protetor, eu suo tudo.
  3. Os principais eventos esportivos (Copa do Mundo, Jogos Olímpicos, Copa América, Eurocopa etc.) acontecem entre junho e agosto, meses mais frios do ano no hemisfério sul.
  4. O Natal é no verão.
  5. O programa mais imbecil da televisão brasileira passa sempre no verão. Claro que não o assisto, mas me dá nojo ver como “o Brasil para” por causa desse lixo.
  6. No verão, eu bebo cerveja e suo. No inverno, ela me aquece (e não venham me dizer que isso é contradição: se for por isso, quem gosta do calor não devia ligar ventilador).
  7. Vinho não combina com 35°C.
  8. Economia de energia: no inverno não preciso ligar ventilador nem ar condicionado.
  9. Assistir a um filme enrolado num cobertor é muito bom!
  10. Verão no Rio Grande do Sul + futebol = Campeonato Gaúcho.
  11. Os mosquitos (espécie animal mais mala que existe) sofrem com o frio.
  12. Baratas, idem.
  13. A babaquice de algumas propagandas de cerveja aumenta exponencialmente no verão.
  14. Até o calor do inverno é melhor: tem dias que faz mais de 30°C e eu não suo, devido à baixa umidade (o que é raro no verão).
  15. Dizer que o nosso inverno é horrível é exagero dos bons: nunca se considerou Porto Alegre o lugar mais frio do mundo num dia. Agora, mais quente, sim… Inverno frio demais, é na Antártida ou na Sibéria.
  16. Não temo pelo meu computador em dias frios.
  17. Menos gente lê o Cão Uivador no verão.
  18. Comer chocolate no verão é um problema: ele fica todo molengão.

Parou por aí, porque por enquanto não lembrei de mais nenhum motivo – que poderá vir nos comentários.

Alguém poderá citar o sofrimento das pessoas mais pobres com o frio como motivo para preferir o verão, e a minha resposta é: a culpa não é do inverno!

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Menos mal que, de acordo com as previsões, o fenômeno La Niña vai deixar o tempo menos úmido por aqui. Pois o que faz o verão ser terrível em #fornoalegre não é simplesmente o calor, e sim a umidade elevadíssima. A ponto de muitas vezes uma caminhadinha de 50 metros se traduzir num banho de suor, mesmo que a temperatura esteja abaixo de 30°C.

Uma pena que o La Niña seja também ruim para a agricultura, por provocar estiagem. Mas não podemos simplesmente culpar o clima pelos problemas da agricultura.

De qualquer jeito, seja o calor seco ou úmido, começa junto com o verão a minha contagem regressiva para o outono: faltam 89 dias!

Belíssimo final de tarde

Fazia muito tempo que eu não via o Sol com um aspecto tão bonito no céu de Porto Alegre como no final da tarde deste domingo.

Uma pena que isso não seja consequência de algo bom. O Sol “fraco” (a luz dele, ao meio-dia, era amarelada) e a própria cor do céu, que estava azul-acinzentado, eram frutos da fumaça das queimadas no centro da América do Sul, trazida pelo mesmo vento norte que também foi responsável pelo calor de hoje – em Porto Alegre, a temperatura chegou a 31°C.

As fotos (clique nelas para ampliar) foram obtidas com celular – logo, não são grande coisa.

Bons motivos para eu preferir o inverno ao verão

  1. Não estou suado!
  2. O Sol não é meu inimigo nessa época – no verão nem adianta me encher de protetor, eu suo tudo.
  3. Os principais eventos esportivos (Copa do Mundo, Jogos Olímpicos, Copa América, Eurocopa etc.) acontecem entre junho e agosto, meses mais frios do ano no hemisfério sul.
  4. O Natal é no verão.
  5. O programa mais imbecil da televisão brasileira passa sempre no verão. Claro que não o assisto, mas me dá nojo ver como “o Brasil para” por causa desse lixo.
  6. No verão, eu bebo cerveja e suo. No inverno, ela me aquece (e não venham me dizer que isso é contradição: se for por isso, quem gosta do calor não devia ligar ventilador).
  7. Vinho não combina com 35°C.
  8. Economia de energia: faz uns três meses que não ligo o ventilador para dormir. Ar condicionado, então, só ligo quando o calor está muito forte, no frio eu dispenso.
  9. Assistir a um filme enrolado num cobertor é muito bom!
  10. Verão no Rio Grande do Sul + futebol = Campeonato Gaúcho.
  11. Os mosquitos (espécie animal mais mala que existe) estão todos encarangados de frio.
  12. Baratas, idem.
  13. A babaquice de algumas propagandas de cerveja aumenta exponencialmente no verão.
  14. Até o calor do inverno é melhor: semana passada fez 30°C em Porto Alegre e eu não suei, graças à baixa umidade.
  15. Dizer que o nosso inverno é horrível é exagero dos bons: nunca se considerou Porto Alegre o lugar mais frio do mundo num dia. Agora, mais quente, sim… Inverno frio demais, é na Antártida ou na Sibéria.
  16. Não temo pelo meu computador em dias frios.
  17. Menos gente lê o Cão Uivador no verão.
  18. Continuo sem suar!

Parou por aí, porque por enquanto não lembrei de mais nenhum motivo – que poderá vir nos comentários.

Alguém poderá citar o sofrimento das pessoas mais pobres com o frio como motivo para preferir o verão, e a minha resposta é: a culpa não é do inverno!