Começa oficialmente mais um verão

E com isso, republico (com uma devida atualização) a lista dos motivos pelos quais prefiro o inverno ao verão, que postei pela primeira vez em julho.

  1. Odeio suar o tempo inteiro.
  2. O Sol não é meu inimigo no inverno – no verão nem adianta me encher de protetor, eu suo tudo.
  3. Os principais eventos esportivos (Copa do Mundo, Jogos Olímpicos, Copa América, Eurocopa etc.) acontecem entre junho e agosto, meses mais frios do ano no hemisfério sul.
  4. O Natal é no verão.
  5. O programa mais imbecil da televisão brasileira passa sempre no verão. Claro que não o assisto, mas me dá nojo ver como “o Brasil para” por causa desse lixo.
  6. No verão, eu bebo cerveja e suo. No inverno, ela me aquece (e não venham me dizer que isso é contradição: se for por isso, quem gosta do calor não devia ligar ventilador).
  7. Vinho não combina com 35°C.
  8. Economia de energia: no inverno não preciso ligar ventilador nem ar condicionado.
  9. Assistir a um filme enrolado num cobertor é muito bom!
  10. Verão no Rio Grande do Sul + futebol = Campeonato Gaúcho.
  11. Os mosquitos (espécie animal mais mala que existe) sofrem com o frio.
  12. Baratas, idem.
  13. A babaquice de algumas propagandas de cerveja aumenta exponencialmente no verão.
  14. Até o calor do inverno é melhor: tem dias que faz mais de 30°C e eu não suo, devido à baixa umidade (o que é raro no verão).
  15. Dizer que o nosso inverno é horrível é exagero dos bons: nunca se considerou Porto Alegre o lugar mais frio do mundo num dia. Agora, mais quente, sim… Inverno frio demais, é na Antártida ou na Sibéria.
  16. Não temo pelo meu computador em dias frios.
  17. Menos gente lê o Cão Uivador no verão.
  18. Comer chocolate no verão é um problema: ele fica todo molengão.

Parou por aí, porque por enquanto não lembrei de mais nenhum motivo – que poderá vir nos comentários.

Alguém poderá citar o sofrimento das pessoas mais pobres com o frio como motivo para preferir o verão, e a minha resposta é: a culpa não é do inverno!

————

Menos mal que, de acordo com as previsões, o fenômeno La Niña vai deixar o tempo menos úmido por aqui. Pois o que faz o verão ser terrível em #fornoalegre não é simplesmente o calor, e sim a umidade elevadíssima. A ponto de muitas vezes uma caminhadinha de 50 metros se traduzir num banho de suor, mesmo que a temperatura esteja abaixo de 30°C.

Uma pena que o La Niña seja também ruim para a agricultura, por provocar estiagem. Mas não podemos simplesmente culpar o clima pelos problemas da agricultura.

De qualquer jeito, seja o calor seco ou úmido, começa junto com o verão a minha contagem regressiva para o outono: faltam 89 dias!

Bons motivos para eu preferir o inverno ao verão

  1. Não estou suado!
  2. O Sol não é meu inimigo nessa época – no verão nem adianta me encher de protetor, eu suo tudo.
  3. Os principais eventos esportivos (Copa do Mundo, Jogos Olímpicos, Copa América, Eurocopa etc.) acontecem entre junho e agosto, meses mais frios do ano no hemisfério sul.
  4. O Natal é no verão.
  5. O programa mais imbecil da televisão brasileira passa sempre no verão. Claro que não o assisto, mas me dá nojo ver como “o Brasil para” por causa desse lixo.
  6. No verão, eu bebo cerveja e suo. No inverno, ela me aquece (e não venham me dizer que isso é contradição: se for por isso, quem gosta do calor não devia ligar ventilador).
  7. Vinho não combina com 35°C.
  8. Economia de energia: faz uns três meses que não ligo o ventilador para dormir. Ar condicionado, então, só ligo quando o calor está muito forte, no frio eu dispenso.
  9. Assistir a um filme enrolado num cobertor é muito bom!
  10. Verão no Rio Grande do Sul + futebol = Campeonato Gaúcho.
  11. Os mosquitos (espécie animal mais mala que existe) estão todos encarangados de frio.
  12. Baratas, idem.
  13. A babaquice de algumas propagandas de cerveja aumenta exponencialmente no verão.
  14. Até o calor do inverno é melhor: semana passada fez 30°C em Porto Alegre e eu não suei, graças à baixa umidade.
  15. Dizer que o nosso inverno é horrível é exagero dos bons: nunca se considerou Porto Alegre o lugar mais frio do mundo num dia. Agora, mais quente, sim… Inverno frio demais, é na Antártida ou na Sibéria.
  16. Não temo pelo meu computador em dias frios.
  17. Menos gente lê o Cão Uivador no verão.
  18. Continuo sem suar!

Parou por aí, porque por enquanto não lembrei de mais nenhum motivo – que poderá vir nos comentários.

Alguém poderá citar o sofrimento das pessoas mais pobres com o frio como motivo para preferir o verão, e a minha resposta é: a culpa não é do inverno!

De quem é a responsabilidade

Começou um jogo de empurra entre as autoridades no caso do jovem Valtair de Oliveira, morto por um choque elétrico em parada de ônibus na Avenida João Pessoa. A EPTC empurra a “batata quente” para a CEEE, que por sua vez diz que a parada é responsabilidade municipal – o que é a mais pura verdade.

A estrutura da parada é da EPTC, já o poste de iluminação pública que seria a origem do problema é da Divisão de Iluminação Pública da SMOV. Ou seja, a competência é toda do Município. O máximo que se poderia exigir da CEEE seria cortar a energia do local.

E mesmo que a EPTC tenha contatado a CEEE três vezes antes da tragédia – o que é negado pela segunda – a responsabilidade continua a ser municipal. Pois por que raio de motivos aquela parada não foi interditada até que o problema fosse resolvido? E por favor, fita de isolamento não é interdição: era preciso que os ônibus fossem desviados para fora do corredor naquele ponto, sendo aguardados pelos passageiros na calçada em frente à Faculdade de Direito da UFRGS.

Ia “congestionar o trânsito”? PQP, o fluxo de carros é mais importante que a vida das pessoas?

————

E o pior é que o trágico episódio nem é fato isolado. Há relatos de choques elétricos em outras paradas de ônibus. É mais uma mostra do descaso com que as autoridades vêm tratando a cidade nos últimos anos.

Já tivemos ônibus infestado de baratas e também perdendo as rodas, a limpeza de ruas e parques têm deixado a desejar, a saúde pública está ruim (mas não para outros interesses)… E outro problema que, embora não seja novo, parece ter piorado muito, é a conservação das calçadas (quem fiscaliza isso?). Foi graças a um passeio mal-conservado que minha avó, de 88 anos de idade, caiu um tombo no início de fevereiro e precisou passar mais de um mês com o braço direito engessado.

Tri porcaria

Quando anunciaram a implantação do sistema “TRI” (Transporte Integrado) nos ônibus de Porto Alegre, disseram que seria “tri moderno, tri fácil, tri prático”. Mas até agora, está “tri ruim”.

Deslocaram a roleta mais para a frente nos ônibus, o que gerou dois sérios problemas:

  1. Poucos lugares na frente para os idosos, para estimulá-los a passarem a roleta e utilizarem lugares “reservados” no meio (!) do ônibus. Além da maioria dos passageiros não respeitar os lugares destinados aos idosos, ainda há o perigo deles caírem devido aos solavancos do ônibus quando se dirigem à porta traseira para descer;
  2. O leitor do cartão é lento, o que gera filas mais demoradas. Como a roleta está mais perto da porta, as filas se estendem para fora do ônibus, atrasando a viagem.

Não é nada “prático” também, porque só conseguimos saber o saldo do cartão passando na roleta – correndo o risco de embarcar no ônibus sem saber que o cartão não tem mais créditos. Não há sequer um sistema para se consultar o saldo pela internet, mediante fornecimento do número do cartão e senha – como se faz em sistemas de “home banking”.

E agora, mais essa. Quem tem o cartão de passagem escolar, precisa renová-lo.

Ano passado imaginei que, como o troço é “tri prático”, entre um semestre e outro só seria preciso levar o comprovante de matrícula ao posto (o que era feito entre o 1º e o 2º semestre de cada ano, para alunos de cursos de matrícula semestral), no momento de recarregar o cartão. Afinal, não é preciso fazer uma carteira nova a cada ano, como acontecia antes do “TRI”.

Mera ilusão… A burocracia é quase a mesma de quem faz o cartão pela primeira vez. Levar documentos, cópias etc., e aguardar três dias úteis, segundo o DCE da UFRGS.

Ah, e tem taxa (a mesma para fazer ou renovar o cartão), que varia de acordo com a entidade onde se vai fazer a renovação. Ano passado, havia a justificativa de que era preciso confeccionar o cartão, mas agora, para renovar, é apenas burocracia. E ainda é preciso pagar por isso.

E nosso transporte coletivo piora a cada dia, com direito a baratas em ônibus da Carris. Com um sistema dessa qualidade, nós é que deveríamos receber dinheiro a cada vez que entrássemos em um ônibus de Porto Alegre.

Baderna é ônibus a R$ 2,35 em Porto Alegre

Ontem à tarde, a Brigada Militar reprimiu violentamente uma manifestação contra o aumento das passagens de ônibus em Porto Alegre. A tarifa atualmente é de R$ 2,10 e poderá ir a R$ 2,35!

Houve um tempo em que valia a pena pegar ônibus em Porto Alegre. Logo que implantaram os primeiros veículos com ar-condicionado, especulava-se que teria que se pagar mais caro para embarcar neles, mas o valor da tarifa era o mesmo dos ônibus normais – se não me engano, 70 centavos. Lembro que uma vez fui visitar um amigo que não morava muito longe da minha casa, mas o calor era tão insuportável que voltei de ônibus: peguei um T5, com ar-condicionado.

Hoje, por incrível que pareça, é mais fácil suportar o calor horroroso de Porto Alegre. Pois a tarifa aumenta, mas a qualidade dos ônibus só piora. A Carris, que já foi eleita por duas vezes a melhor empresa de ônibus urbanos do Brasil, agora tem até baratas em seus veículos e praticamente deixou de adquirir veículos com ar-condicionado – com exceção dos mini-ônibus das linhas circulares do Centro, há quatro meses da eleição, e que andam quase sempre cheios. E o TRI RUIM só serviu para deixar as coisas ainda piores.

Atualmente, só não vou a pé para o Campus do Vale porque 14 quilômetros é uma distância considerável. Tem valido muito mais a pena caminhar, mesmo com calorão, do que andar de ônibus. Até porque, considerando a relação custo-benefício, para aliviar o calor é mais negócio comprar uma garrafinha de água mineral do que pegar um ônibus.

————

Atualização: ouvi notícia de que a passagem subirá um pouco menos, irá a R$ 2,30 se o Fogaça sancionar. Mas ainda é um absurdo.

O transporte coletivo de Porto Alegre está ficando TRI… RUIM!

A atual administração municipal alardeia o fato de implantar a bilhetagem eletrônica, o TRI RUIM. Já sentimos a piora: toda vez que vou passar na roleta, mostro o cartão escolar para o cobrador (como acontecia antes), mas aí ele precisa apertar um botão para que eu possa aproximar o cartão do aparelho que lê os créditos (em dinheiro, o que me faz suspeitar que nos roubarão passagens quando houver aumento), e o processo nunca é rápido: culpa não do cobrador e sim do aparelho, que é lento. E dê-lhe fila para fora do ônibus, dê-lhe tempo perdido nas paradas onde bastante pessoas embarcam…

E agora, mais essa. Um leitor do Diário Gauche enviou e-mail ao Cristóvão Feil (redator do blog) relatando o que viu em um ônibus da linha 476 (Petrópolis/PUC) na noite de terça-feira, dia 25: baratas infestando todo o coletivo. Ele matou algumas, mas outras fugiram e se refugiaram nos dutos do ar condicionado: ou seja, imaginem a qualidade do ar que era oferecida aos passageiros do ônibus (e pensar que eu sempre fui tão favorável a ônibus com ar condicionado para enfrentar nosso verão sufocante e estimular o uso do transporte público oferecendo “qualidade”).

Claro que, para aparecerem baratas, o ônibus devia andar muito sujo. Pois existem passageiros mal-educados, que comem dentro dos coletivos e largam o papel sujo de comida no chão. Isso atrai baratas. Mas elas não aparecem rapidamente: certamente fazia muito tempo que não se passava sequer uma vassoura dentro daquele ônibus.

Ainda não tive “sorte” de ir até o Campus do Vale da UFRGS (onde estudo) com estas “ótimas” companhias, mas realmente os ônibus da Carris (empresa do veículo “embaratado” e que faz a linha D43, que uso para ir ao Vale) têm estado cada vez mais sujos, e mal conservados. No ano passado, o filtro do ar condicionado de um ônibus da linha D43 desprendeu-se parcialmente, jogando poeira nos passageiros sentados perto – e isso aconteceu poucos dias depois de um outro coletivo, também da Carris, ter perdido as rodas traseiras na Avenida Protásio Alves. Recentemente, um ônibus que peguei dava a impressão de que ia se desmontar, de tanto barulho que fazia enquanto se movimentava. E olha que não era dos mais velhos…

E o pior de tudo, é que não sei se a maioria da população de Porto Alegre, que usa ônibus diariamente, vai dar uma resposta dia 5 de outubro, nas urnas. Estes problemas que têm se verificado não só na Carris, mas no sistema de ônibus como um todo, não aconteciam até 2004.

Vai começar o tormento

Até parece que o post do Bruno Medina foi escrito por mim. Ele explica as razões pelas quais odeia o verão. Só não sou favorável ao desconto na conta de luz para usar mais ar-condicionado: é por conta do grande consumo de energia que estamos cada vez mais sofrendo com o calor.

Eu detesto a estação mais adorada por muitos. Tenho ojeriza ao calor. Não sou fanático por praia como a maioria das pessoas que conheço. Prefiro mil vezes, um milhão de vezes, um tempo frio e uma viagem para a Serra. Prefiro ir para a Sibéria (no inverno!) do que para o Caribe.

E o pior de tudo é que a previsão para este verão é de temperatura acima da média. E como deve chover pouco, provavelmente haverá mais água vertendo da minha pele do que caindo do céu sobre o Rio Grande do Sul. Já faz bastante tempo que não tomo um banho de suor: o último foi lá por abril. Mas sei que, mais cedo ou mais tarde, esse tormento começará. Naqueles dias abafados, basta andar 50 metros na rua para minha camisa ficar completamente molhada de suor.

Não bastasse o calor, é preciso agüentar toda a publicidade que fazem em cima do verão. Só se fala de praia, “corpo sarado” etc. Mas não dão o mesmo destaque para as baratas, os mosquitos e os demais insetos que só enchem o saco (e espalham doenças) no calor. E ainda tem aquela praga do “big bosta”: muitas vezes fico sem assunto em conversas com amigos, pois não vejo esta porcaria nem que me paguem.

Mas como nem tudo é ruim… Pelo menos o caos urbano (esse é o verdadeiro caos, não o aéreo) diminui: os congestionamentos vão para a praia, e Porto Alegre fica bem mais tranqüila.

Las Cucarachas

Li na seção “Cartas” da Zero Hora de hoje a reclamação do leitor Julio Felippe: em um ônibus da linha 436 (Jardim Ipê), baratas circulavam pelas poltronas. Isto mesmo: baratas.

Eduardo Beuren, gerente do consórcio Unibus (responsável pela linha 436), afirmou que nem sempre é possível manter os ônibus em boas condições de limpeza.

Isto me parece mais falta de fiscalização por parte da EPTC, do que impossibilidade de fazer limpeza… Mas nada disso me parece estranho, com o desgoverno vivido por nossa Porto Alegre.