Como eu gostaria de ver o Galo campeão

Começa logo mais a decisão da Libertadores de 2013, entre Olimpia e Atlético-MG. Uma final bastante interessante, entre um clube que enfrenta grave crise financeira e outro que superou uma maldição.

Muitos gremistas pretendem secar o Atlético, por conta de Ronaldinho. Porém, opto por torcer pelo Atlético, melhor time da Libertadores. Como disse Idelber Avelar, “todos os amantes do futebol devem torcer pelo Galo nesta final”. Com o Atlético campeão, Ronaldinho também ganhará, azar. Ou melhor: e daí?

O “descarrego” de nossa raiva contra Ronaldinho já aconteceu em 30 de outubro de 2011. No ano seguinte, já com a camisa do Atlético, ele veio a Porto Alegre e, após a vitória do Galo por 1 a 0, xingou a torcida do Grêmio quando deixava o gramado, despertando muita raiva naquela hora – inclusive a minha, sendo que durante o jogo pouca atenção dei a ele, justamente por já tê-lo xingado em 2011.

Em compensação, o Olimpia ainda é uma dolorosa lembrança, que hoje completa 11 anos. Em 17 de julho de 2002, uma quarta-feira como hoje, o Grêmio era eliminado nos pênaltis pelo clube paraguaio na semifinal da Libertadores, em um Olímpico lotado. Quando Eduardo Martini defendeu a cobrança de Caballero, o que tirava a vantagem do Olimpia na série, o juiz mandou repetir argumentando que o goleiro gremista teria se adiantado (o que de fato aconteceu, mas não foi um escândalo); Caballero converteu, e assim o Grêmio perdeu por 5 a 4 e foi eliminado, após vencer por 1 a 0 no tempo normal (levara 3 a 2 em Assunção).

Em 2003 o Grêmio eliminou o Olimpia nas oitavas-de-final da Libertadores, e para muitos aquilo foi o “troco” por 2002. Porém, foi uma classificação tranquila, vitórias tanto em Assunção como em Porto Alegre. Não foi como eu queria: nos pênaltis, com o juiz mandando voltar uma cobrança do Grêmio após o goleiro do Olimpia defender, alegando que ele se adiantou.

Já que não foi assim em 2003, que seja em 2013, com o Atlético-MG que conta com dois ex-jogadores do Grêmio (Réver e Victor). Dá-lhe, Galo!

A grande palhaçada do Brasileirão

Está complicado o futebol brasileiro ultimamente… Nem falo da Seleção (para a qual não dou a mínima), e sim, do Campeonato Brasileiro.

Dizer que o Fluminense está sendo beneficiado é complicado. Seria preciso ter provas de que os seguidos erros de arbitragem têm por objetivo facilitar o caminho do Flu rumo a mais um título – que, convenhamos, o clube carioca conquistaria de qualquer forma, por ser indiscutivelmente o melhor time do Brasil.

O problema é que agora, não querem nem que se insinue isso. Já foi o que vimos em um jogo do Náutico nos Aflitos, no qual o árbitro Leandro Vuaden só apitou o início da partida depois que a polícia retirou uma faixa de protesto que dizia “Não vão nos derrubar no apito” (referência ao absurdo pênalti não marcado a favor do clube pernambucano no jogo contra o Fluminense, no Rio). E por conta da torcida do Atlético-MG ter formado um mosaico nas cores do Flu e com a inscrição “CBF” de cabeça para baixo no jogo contra o mesmo clube carioca, o Galo foi denunciado no STJD.

Assim o leitor deve estar pensando: “bom, então é óbvio que o Flu está sendo ajudado”. Bom, de fato está, mas não exatamente por um “apito amigo”, e sim, por um “apito ruim”. Pois a arbitragem no Brasileirão é calamitosa. Como bem provou o acontecido no jogo do Inter contra o Palmeiras, sábado passado: o árbitro Francisco Carlos Nascimento inicialmente validou o gol que Barcos claramente marcou com a mão, para depois voltar atrás, alertado pelo quarto árbitro (e os bandeirinhas e os juízes de linha de fundo servem para quê?); pior, não deu cartão amarelo para o argentino.

Logo surgiu a polêmica de que o quarto árbitro teria visto o lance pela televisão – o que a regra proíbe. Ora, é impossível provar que ele sofreu ou não influências externas. Mas, o que aconteceu? O STJD decidiu deixar sub judice os pontos da partida, que poderá ser jogada novamente.

Alguém pode alegar, então, que o Palmeiras é beneficiado, e os adversários dele na briga contra o rebaixamento são prejudicados. De fato, isso está acontecendo. Mas é o futebol brasileiro como um todo que perde. E muito.

Mil cruzados

Ano passado, após aquele histórico Grêmio x Flamengo, Ronaldinho minimizou os xingamentos da torcida gremista contra ele, dizendo que “era nada perto do barulho feito pela torcida do Mengão“. Mas, ao gritar palavrões após a (merecida, diga-se de passagem) vitória do Atlético-MG por 1 a 0 no Olímpico, ele demonstrou que os apupos o incomodam muito.

Eu era a favor de não vaiarmos Ronaldinho com a mesma belicosidade do ano passado (e de fato, não URREI igual àquele 30 de outubro): ele era apenas mais um adversário no início da noite de domingo. Só que, como o torcedor costuma ser passional, os xingamentos aconteceram – com menor intensidade em relação ao ano passado, mas ainda assim houve muitas vaias e gritos de “pilantra”. E no fim a atitude da torcida gremista acabou sendo de grande utilidade: ao causar a reação do jogador, provou que eu estava errado e que ele merece, sim, ser rejeitado por nós.

Não me darei ao trabalho de secar o Atlético-MG por conta de Ronaldinho (aliás, nunca tive antipatia alguma pelo Galo, e não seria esse jogador que me faria mudar de ideia). Nem ficarei pregando perseguição ao ex-gremista, boicote a produtos que o utilizem como garoto-propaganda (se for coisa ruim, não precisa de um Ronaldinho para que eu não compre). Melhor me preocupar com o Grêmio.

Mas, o certo é que na próxima vez que ele vier a Porto Alegre enfrentar o Tricolor, levarei na carteira uma nota de mil cruzados.

Deixem Ronaldinho pra lá

Amanhã o Grêmio enfrenta o Atlético-MG no Estádio Olímpico, no estúpido horário das 18h30min (futebol aos domingos tem de ser às 16h – exceto no verão, claro – para depois do jogo o torcedor poder ficar um pouco no bar tomando uma cervejinha sem se preocupar com a segunda-feira cada vez mais próxima). Será também a segunda (e última) vez que Ronaldinho jogará no Olímpico como visitante: teria sido semana passada, não fosse sua saída do Flamengo e a posterior ida para o Galo.

Ao longo dessa semana já vi gente procurando fazer mobilização contra Ronaldinho. Muitos sugerindo que aquelas faixas onde se lia “PILANTRA” fossem novamente levadas ao Olímpico.

Minha opinião sobre Ronaldinho não mudou “nem um milímetro”. Mas acho que já é hora de deixá-lo em seu devido lugar: no passado. Nós o xingamos uma barbaridade naquele 30 de outubro, foi nosso “descarrego”. Um dia antes do jogo eu já defendia:

Mas o fundamental é que o 30 de outubro de 2011 represente exatamente isso: o fim definitivo da mágoa. Depois, é preciso virar a página. Ronaldinho não será esquecido, mas não pode continuar a ter tamanha importância para nós.

Confesso que exagerei ao dizer que deveria ser “o fim definitivo da mágoa”, pois é difícil esquecer os janeiros de 2001 e 2011. Como disse o Igor Natusch, uma traição machuca tanto que ninguém esquece, jamais perdoa plenamente; e muitos chegam a desacreditar do amor para sempre. Só que não dá para passar o resto da vida odiando tanto alguém: ficar remoendo a mágoa contra uma pessoa que já foi amada só nos deixa mais amargos, e impede que vivamos experiências bem melhores.

Sem contar que muitas vezes a vida nos prega peças. Certa vez uma moça me “sacaneou” a ponto de eu a “apelidar” de “Ronaldinha”, tamanha a raiva que senti dela. Hoje penso até mesmo em lhe mandar flores para agradecer por isso: ela, que se dizia de esquerda naquela época, “pulou a cerca” para o outro lado do espectro político e assim não teria como não entrar em conflito comigo.

Já Ronaldinho, ao optar pelo Flamengo, salvou o Grêmio de uma dívida enorme… Tanto que o Guga Türck já decidiu: amanhã, irá aplaudir o camisa 49 do Atlético-MG. Não chegarei a tal ponto, mas a nota de mil cruzados que levei ao Olímpico em outubro do ano passado, desta vez ficará em casa. Vaiarei Ronaldinho, mas apenas como costumo fazer com um adversário qualquer.

Galo “temperado”… Rumo à panela?

Fiz o seguinte questionamento sexta-feira, no texto sobre a saída de Ronaldinho do Flamengo:

E agora, ele está liberado para negociar com outro clube. Uma pergunta é óbvia: dado o histórico recente de Ronaldinho, algum clube brasileiro cometeria a insanidade de tentar contratá-lo?

Pois o Atlético-MG cometeu. Mesmo que uma enquete aponte que (apenas) 68% dos torcedores do Galo rejeitam ver o jogador em seu time.

Fosse eu atleticano, já estaria fazendo um cartaz “NÓS SOMOS OS 68%” e conclamando uma galera a protestar no próximo jogo. Ainda mais que o Atlético já tem Jô – que no Inter só se metia em confusão. Mesmo que os salários não sejam milionários, ainda acho um péssimo negócio.

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Sobre a enquete: dá para acreditar que exista algum gremista que ainda queira Ronaldinho no Tricolor? Os 12% favoráveis só podem ser colorados infiltrados!

A maior tradição do futebol brasileiro

Engana-se quem pensa que vou falar de “futebol-arte” e coisa parecida. Pois isso nem é exclusividade do Brasil: se o que Maradona jogava (e agora Messi joga) não se encaixa nesse conceito de “arte” do qual falam tantos opinistas, não sei mais o que é “futebol bonito”.

A maior tradição do futebol brasileiro chama-se politicagem. Nisso sim, somos inigualáveis. Tanto que, depois de relativa calma nos últimos anos, os clubes trataram de lembrar “os velhos tempos”, com o racha no Clube dos 13 e a possibilidade de acertos em separado com duas emissoras de televisão para a transmissão do Campeonato Brasileiro de 2012 (fim do mundo?) em diante. (E o Grêmio vai negociar diretamente com a Globo, ou seja, provavelmente ainda teremos por um bom tempo os jogos no maldito horário das 21h50min, sem contar que se manterá o monopólio “global”; e além de tudo, isso poderá ser muito prejudicial ao Tricolor, com clubes do eixo Rio-São Paulo recebendo mais que o Grêmio numa proporção muito superior à da atualidade.)

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Grêmio x Santos

Quarta-feira, era notável no Olímpico a preferência de muitos torcedores gremistas pelo Atlético-MG como adversário na semifinal da Copa do Brasil. Fácil de entender: Wanderley Luxemburgo é “freguês histórico” do Tricolor, e o Galo não tem sido destaque nacional na “grande mídia” por meter goleadas acachapantes em seus adversários. Porém, se enfrentar os “Meninos da Vila” parece ser tarefa das mais complicadas, não nos enganemos achando que o Atlético-MG seria mais fácil.

Jogar na Vila Belmiro é sempre difícil, devido à proximidade da torcida em relação ao gramado (só me lembro de uma vitória do Grêmio lá, 1 a 0 em 1999, pela Seletiva da Libertadores – e tínhamos um time bem ruinzinho aquele ano…); mas o Mineirão também não é nenhuma moleza. O Grêmio até obteve algumas vitórias por lá – a mais recente, inclusive, foi de goleada e sobre o Atlético-MG, 4 a 0 pelo Campeonato Brasileiro de 2008; mas uma coisa é aquele estádio com pouco público (o Galo vinha mal dois anos atrás), outra é jogar no Mineirão lotado (como na semifinal da Libertadores do ano passado, 3 a 1 para o Cruzeiro).

Quanto a Luxemburgo ser “freguês” do Grêmio, não pensemos que isso significa que enfrentá-lo seria garantia de vitória. “Salto alto” sempre favorece ao adversário.

Sobre o Santos: se o ataque é muito forte, a defesa não é das melhores – nos últimos três jogos, sofreu sete gols. Eles não tiveram moleza para passarem pelo Atlético-MG na Copa do Brasil, e no Campeonato Paulista quase entregaram o ouro para o Santo André, lembram?

Já o Grêmio conta com bons jogadores não só para enfrentar a defesa do Santos – Jonas e Borges na frente, Hugo e/ou Douglas no meio – como também na defesa para segurar o poderoso ataque do Peixe: Mário Fernandes é um baita jogador (tanto na zaga como na lateral-direita), e Rodrigo resolveu o problema do setor, que fazia água no início do ano, quando o time levava pelo menos um gol em todos os jogos.

Ou seja, não há motivos para pânico. Certo mesmo, é que Grêmio e Santos farão dois grandes jogos. Só espero que o Tricolor não leve tanto sufoco para se classificar como aconteceu na Libertadores de 2007, quando fez 2 a 0 no Olímpico e levou 3 a 1 na Vila (saiu na frente, se retrancou e permitiu a reação do Peixe).

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Mesmo que o Grêmio de hoje não seja um time como o de 2007 (tem mais qualidade técnica e menos “brucutus”, e Silas não é chegado numa retranca como Mano Menezes), podem escrever: não faltarão manchetes nos próximos dias dizendo que Grêmio x Santos será um “confronto entre futebol-força e futebol-arte”.

Culpa dos velhos rótulos que insistem em repetir. Como se o Grêmio sempre tivesse só “brucutus” (onde surgiu Ronaldinho?), e outros times apenas “artistas da bola” (onde jogava Júnior Baiano?).

Mais humilhações da Globo

Acho que, no fim, aquela lista das 10 humilhações da mídia será aperfeiçoada aos poucos – ou talvez tenhamos uma lista de humilhações da Globo.

Referente a futebol, me lembro do episódio acontecido na final do Campeonato Brasileiro de 1999. A Globo queria que a partida decisiva entre Corinthians e Atlético-MG ocorresse à tarde (em uma quarta-feira, 22 de dezembro), para à noite transmitir um especial de fim de ano. Porém, não conseguiu mudar o horário do jogo, que aconteceu durante a noite.

Outra lembrança boa foi a do André, do Cataclisma 14. E também é de futebol. Em 2000, como todos lembram, uma batalha judicial fez com que no lugar do Campeonato Brasileiro fosse disputado aquele monstrengo chamado “Copa João Havelange”. Um campeonato que começou bagunçado não poderia ter terminado diferente. Na final entre Vasco e São Caetano, o jogo da volta, disputado em 30 de dezembro (vê se isso é dia de se fazer jogo!), foi interrompido ainda no primeiro tempo devido à queda de um alambrado do estádio de São Januário, que deixou vários feridos. A partida foi remarcada para 18 de janeiro de 2001 no Maracanã, quando o Vasco fez 3 a 1 e se sagrou campeão.

Porém, Eurico Miranda acusou a Globo de ter editado imagens do acidente em São Januário e de ter forçado a suspensão do jogo para manter sua programação normal. Por isso, resolveu estampar na camisa do Vasco o logotipo do SBT. Tá certo, Eurico Miranda é uma figura nada exemplar. Mas ver a Globo humilhada é divertido, não dá para negar…

Outra ótima, indicação do Kayser, é relacionada à política. Mais, a Leonel Brizola, que hoje completaria 87 anos se estivesse vivo. No dia 16 de setembro de 2000, na final de um festival de música transmitida ao vivo pela Globo, os telespectadores ouviram um grito a favor do maior inimigo da emissora.

Cão no Olímpico em 2008

Ano passado, publiquei as “estatísticas” de minhas idas ao Estádio Olímpico Monumental para ver o Grêmio jogar. Aquela vez, eu já havia ido a 147 jogos, com 84 vitórias, 36 empates e 27 derrotas. Haviam sido marcados 401 gols: 263 do Grêmio e 138 dos adversários.

Agora, atualizo a publicação da estatística. Terminei 2007 com 16 jogos: 10 vitórias, 3 empates e 3 derrotas; 31 gols do Grêmio e 15 dos adversários.

Já em 2008, estive 17 vezes no Olímpico. Foram 13 vitórias gremistas, 3 empates e apenas uma derrota. O Tricolor fez 35 gols e sofreu apenas 10 – “melhor defesa anual” que já assisti no estádio, média de 0,59 por partida.

Fui aos seguintes jogos no ano que se acaba:

  1. Grêmio 2 x 0 Novo Hamburgo (Gauchão, 9 de fevereiro);
  2. Grêmio 6 x 0 Jaciara (Copa do Brasil, 27 de fevereiro);
  3. Grêmio 4 x 0 Ulbra (Gauchão, 1º de março);
  4. Grêmio 2 x 3 Juventude (Gauchão, 6 de abril);
  5. Grêmio 3 x 0 Atlético-PR (Brasileirão, 22 de junho);
  6. Grêmio 1 x 1 Inter (Brasileirão, 29 de junho);
  7. Grêmio 2 x 1 Portuguesa (Brasileirão, 13 de julho);
  8. Grêmio 1 x 0 Cruzeiro (Brasileirão, 19 de julho);
  9. Grêmio 1 x 1 Palmeiras (Brasileirão, 27 de julho);
  10. Grêmio 2 x 0 Vitória (Brasileirão, 3 de agosto);
  11. Grêmio 1 x 0 São Paulo (Brasileirão, 17 de agosto);
  12. Grêmio 2 x 1 Vasco (Brasileirão, 31 de agosto);
  13. Grêmio 2 x 1 Botafogo (Brasileirão, 4 de outubro);
  14. Grêmio 1 x 0 Sport (Brasileirão, 23 de outubro);
  15. Grêmio 1 x 1 Figueirense (Brasileirão, 2 de novembro);
  16. Grêmio 2 x 1 Coritiba (Brasileirão, 16 de novembro);
  17. Grêmio 2 x 0 Atlético-MG (Brasileirão, 7 de dezembro).

Não fui aos dois primeiros jogos do ano no Olímpico (pelo Gauchão, dias 19 e 26 de janeiro contra 15 de Novembro e Santa Cruz, respectivamente) ora por ter compromisso, ora por não estar em Porto Alegre. Mas pelo Gauchão, confesso que não costumo ser muito assíduo, dada a qualidade dos jogos.

Após a eliminação do Gauchão passei dois meses sem ir ao estádio. Não foi por revolta contra o time. No dia 9 de abril (eliminação da Copa do Brasil contra o Atlético-GO), eu tinha aula. Em 18 de maio optei por ir à Redenção (e me arrependi profundamente disso, por motivos “extra-campo”) ao invés de ver o Grêmio empatar em 0 a 0 com o Flamengo, pelo Brasileirão. No sábado seguinte, 24 de maio, não assisti à vitória de 2 a 0 sobre o Náutico para ir a um aniversário. No dia 8 de junho (Grêmio 2 x 1 Fluminense) o tempo estava muito úmido (já chovera bastante pela manhã) e eu estava com um forte resfriado.

Dali em diante, faltei a poucos jogos. Em três deles (Grêmio 1 x 0 Ipatinga, dia 6 de agosto; o Gre-Nal da Sul-Americana que acabou empatado em 2 a 2 no dia 28 de agosto; e Grêmio 2 x 0 Santos, em 8 de outubro) eu tinha aula no mesmo horário. No dia 13 de setembro (única derrota do Grêmio em casa pelo Brasileirão, 2 a 1 para o Goiás), eu tinha um aniversário para ir.

No total, já fui 167 vezes ao Olímpico. Foram 98 vitórias do Grêmio, 40 empates e 29 derrotas. Foram marcados 458 gols: 304 do Tricolor e 154 dos adversários.

Palpites e esperanças

Faltando menos de 24 horas para a última e decisiva rodada do Brasileirão 2008, publico o que é meu palpite e também esperança de classificação final do campeonato.

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Claro que acredito no Grêmio. É difícil: precisa vencer e torcer por derrota do São Paulo. Ou seja: há nove possibilidades distintas de combinação de resultados dos jogos Grêmio x Atlético-MG e Goiás x São Paulo, e somente uma interessa ao Tricolor gaúcho.

As vagas na Libertadores acredito que já são dos times que estão no G-4 antes mesmo da rodada começar: além de Grêmio e São Paulo, se classificam Palmeiras e Cruzeiro. Afinal, o Flamengo terá de jogar na Baixada contra o Atlético-PR, que briga contra o rebaixamento.

Acho que dá empate nesse jogo, resultado bom para o Vasco. Só que o Náutico e o Figueirense ganham de Santos e Inter respectivamente, condenando o clube de São Januário à Série B, infelizmente. Digo isso porque, embora muitos estejam torcendo pela queda do Vasco, o clube carioca não é mais presidido por Eurico Miranda: se cair com Roberto Dinamite na presidência, de nada adiantará dizer que foi “herança maldita” dos tempos do Eurico, já que a torcida, em geral, tem memória curta. E aí, “Euricão” voltará…

Mas, se o Vasco cair, o problema é dele. Eu quero é ver o Grêmio campeão!