Sem toga (e também sem terno e gravata)

Desde o dia 14 de dezembro, quando meu TCC recebeu conceito A da banca, me considero historiador. Só falta o diploma, que não sei exatamente quando sai – acredito que seja em março.

Mas antes disso, há um ato burocrático pelo qual terei de passar, cujo nome oficial é “colação de grau”, popularmente conhecido por “formatura”.

Como o próprio nome diz, o ato serve para “colar grau”, ou seja, atribuir a condição de graduado ao concluinte do curso – mesmo sem o símbolo maior de sua graduação, ou seja, o diploma. Como ele só vem depois, para que a formatura deixasse de ser mera burocracia e fosse para mim um “rito de passagem”, eu teria de vê-la justamente desta forma – ou seja, como uma divisão na minha vida, entre o “antes” e o “depois” dela. Porém, como já a chamei de “ato burocrático”, ficou claro que, pelo menos para mim, ela não tem eficácia simbólica.

O que eu considero o verdadeiro “rito de passagem” se deu em 14 de dezembro de 2009, ou seja, a defesa do TCC (assim como no mestrado se dá com a defesa da dissertação, e no doutorado com a defesa da tese). Aquele dia, fui dormir com a sensação do dever cumprido, e sentindo que ali uma etapa da minha vida se encerrou, dando lugar a outra.

Mas, como na graduação há a obrigatoriedade de se participar do ato burocrático, optei pela forma mais simples e barata, ou seja, a formatura em gabinete. Nada de toga (ainda mais com todo este calor!), gastos com produtora, convites, terno e gravata e aquele monte de discursos chatos e agradecimentos típicos de formaturas em palco.

E ao optar pelo gabinete, me livrei de uma “quente”: a formatura em palco da História aconteceu no último dia 29, quando o calor, se ainda não estava de fazer o Batista desmaiar, já era suficiente para me dar um baita banho de suor. Ainda mais com aquela roupa sufocante que é a toga. Lembrando que os cumprimentos dos convidados aos formandos se dão no lado de fora do Salão de Atos da UFRGS, ou seja, sem ar condicionado! Que, inclusive, não funcionou durante a formatura em palco do Jornalismo, na tarde do dia 31.

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7 comentários sobre “Sem toga (e também sem terno e gravata)

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