Eu vivia muito bem sem

zhbarrasho(fonte: Diário Gauche)

O anúncio na capa da Zero Hora de terça-feira do centro de compras inaugurado no início dessa semana é uma pérola. E junto com a notícia acima dele, prova que não existe mesmo a porra da “imparcialidade” tão defendida por alguns.

Como diz o título, eu vivia muito bem “sem um shopping assim”. E continuarei a viver, pois não me deslocarei até o bairro Cristal apenas para ir visitar um templo do consumo. Se não costumo ir nem ao que fica perto de onde moro…

E conheço gente que vive muito feliz sem shopping algum.

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Aliás, eu gostaria de saber onde andam aqueles que acham tudo o que é do Rio Grande do Sul melhor simplesmente por “ser daqui”. Afinal, a grande glória da nossa classe mérdia é algo totalmente padronizado, que é igual em qualquer canto do mundo. Seja o atual centro de compras – estabelecimento originado da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro -, ou sejam outros.

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16 comentários sobre “Eu vivia muito bem sem

  1. Rodrigo,

    Caso tivéssemos uma sociedade mais letrada, mais politizada, mais cidadã e bastante prudente mesmo se tivesse um poder aquisitivo médio minimamente aceitável, nem mesmo anúncios com chamadas de estilo retóric excludente como o desse exemplo, nem mesmo uma publicidade apelativa causaria danos políticos ou sociais como os que verificamos hoje.

    O problema dos shopping centers, pra mim, nem tanto a sua péssima estética arquitetônica ou a estadunização dos padrões de consumo desse modelo: afinal de contas, o 100% apocalíptico repudia pela negação da experiência e perde credibilidade, enquanto o 100% integrado também perde credibilidade em função do seu deslumbramento.

    É preciso perceber que há, sim, um lado positivo desse formato de capitalismo que não é pequeno: pessoas pobres que vão trabalhar como vendedores nas lojas desses “templos do consumo” têm mais estímulo para voltar a estudar convivendo com pessoas que possuem um padrão de vida superior ao seu do que se estivessem trabalhando em um pardieiro na Voluntários da Pátria.

    Às vezes, preciso me render ao conservadorismo simplista porém costumeiramente sábio do meu saudoso e amado pai: é preferível ter um barraco num bairro classe AB do que um palacete numa favela: primeiro, porque os filhos do pobre que mora em uma zona boa tendem a se puxar para no mínimo equipararem-se a seus vizinhos; segundo, porque o filho do rico no meio da miséria, da ignorância e da violência desenfreadas torna-se um selvagem impiedoso especializado em recursos perigosos que nem mesmo seus vizinhos acostumados a se virar pra sobreviver do jeito que dá.

    Tudo precisa começar pela educação. A educação informa, proporciona crítica e comparação e oferece uma visão mais ampla da sociedade.

    []’s,
    Hélio

  2. E aí camarada Rodrigo tomou mto Drurys ontem? Sim pq Chivas tomamos nós! KKK

    Q Drureza hein vai ter q secar o Colorado em mais uma final de torneio internacional… KKK

  3. Mais um post sem nexo. Primeiro: A Zero Hora anda criticando a Yeda (inclusive na edição de hoje, 20 de Novembro, ela aparece numa foto bem grande mandando os professores calarem a boca). Segundo: Além de ser contra o Pontal do Estaleiro, tu também é contra o Shopping Barra Sul? Porque diabos? Eu pessoalmente não frequentos shopping,..não gosto mesmo, mas eu sei que é muito importante pra cidade. Atrai investimentos, infraestrutura, empregos (muitos empregos), gera renda, atrai turismo, enfim..é uma fonte de recursos para várias classes sociais. Essa maldita mania de culpar quem tem grana pela desgraça da vida de uns não tem cabimento!. Quem constrói o shopping irá, lucrar muito mais do que quem trabalha lá, pois investiu uma grana absurda nisso. O mercado tem que ser livre, potencial…é ridículo culpar a classe média pela desigualdade social nesse país..é bem coisa de gente cega a ideologias obscurantistas que apóia o velho, o medonho, a pobreza geral. Tu prega um conceito arcaico e pequeno de mundo…não é a tôa que existem 3 países no mundo que pregam esse modelo, 3 péssimos países em quase todos os sentidos!
    Conselho para quem é contra tudo e todos:
    Pega um cabo de enchada, renúncia as tuas mordomias, e vai fazer arruaça com os Sem Terra..e divide o que tem com que não tem. Ponto final.

  4. Jubão, volta a falar de futebol!!!
    Ora, não tenho o direito de criticar um anúncio que vem com uma frase absurda? Ou tu achas que absurdo era não termos “um shopping assim”? Pois é o que parece…
    Quem quiser ir ao shopping, tem toda a liberdade de ir, Jubão. Eu só dei minha opinião: vivia muito bem sem esse shopping. Ou será que minha opinião é “baderna”?

  5. Legal foi ver a propaganda do shopping junto com uma enorme notícia sobre o 13º. O pessoal que vai receber não precisa nem pensar muito pra saber onde vai gastar…. bela jogada de marketing dos fias das puta.

    A propósito, legal teu blog!

    Abraço.

  6. Eu igualmente viveria muito bem sem um shopping, não questionei a opção pessoal (até nem teria porquê). Falava do hábito de vocês, esquerdistas, serem contra qualquer coisa que tenha “capital” como engrenagem. Mas enfim: Depois que eu li sobre o “fator positivo” de pessoas pobres empregadas num convívio social, encerro a minha discussão sobre shoppings, afinal, da para ver que existem sim pontos positivos, e muitos, ao meu vêr. Sobre a ZH, esse pensamento é paranóico, até porquê existem profissionais lá com diferentes posições políticas. Não teria sentido essa “perseguição”. Que a mídia vender informações todos sabemos, mas no caso da Yeda, realmente é abusdo achar que a RBS está dando proteção pra ela.

  7. O problema, Jubão, não é o “capital”. Qualquer um, desde o grande até o micro empresário, precisa de capital para investir em um negócio.
    O que critico, no caso do shopping, é o consumismo desenfreado que é estimulado, sim, pela mídia. Não sou contra consumir por necessidade de ter determinado produto – como, por exemplo, alimentos. O problema é o “consumo pelo consumo”, do tipo comprar roupas novas só porque “está na moda”, ou trocar de carro todo ano (como tem muita gente que faz) só para mostrar para os outros – aliás, se trata de gente que provavelmente nem precise realmente ter um carro, mas tem só por “status”.
    É por conta disso, o verdadeiro “pensamento retrógrado”, que o planeta está indo pro buraco.

  8. Se um novo Shopping vai gerar mais empregos, mais consumo, etc. Cabe uma perguntinha: de onde virão os consumidores?
    A criação de mais um shopping também cria mais consumidores e mais dinheiro para consumo ou apenas desloca os consumidores existentes do comércio de ruas e de outros shoppings?
    Se for assim, criam empregos lá e reduzem empregos em outros locais.

  9. Jubão não conhece os processos midiáticos fortemente atravessados pelo interesse de quem financia essa indústria: ela nunca vai falar mal de seus patrocinadores e vai detonar quem não quiser seguir as demandas deles (e da própria mídia também).

    Haveria muito mais a dizer, mas não tenho tempo.

    []’s,
    Hélio

  10. Rodrigo, tu é muito bom na escrita!!! Por que tu não faz jornalismo depois de terminar história, ja que deixa muito jornalista no chinelo?

    Abração,
    christian

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